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Por Rebeca Dourado
Redação


O centenário de Luiz Gonzaga será comemorado no dia 13 de dezembro, mas esta data já lhe rendeu inúmeras homenagens pelo Brasil ao longo do ano. O Rei do Baião levou a música nordestina à rádio e apresentou ao país ritmos da música popular ainda desconhecidos: xote, baião e xaxado.

Sempre acompanhado de sua sanfona, zambumba e triângulo, Luiz Gonzaga fazia a alegria das festas juninas e forrós pé-de-serra no sertão. No Rio de Janeiro, se dedicou à carreira artística, mas ainda interpretando clássicos estrangeiros de paletó e gravata em shows de calouro. Até que, em 1941, foi aplaudido no programa Ary Barroso com a música de sua autoria “Vira e Mexe”. A partir daí, Luiz Gonzaga iniciou uma trajetória de sucesso na música popular brasileira.
Gravou discos e lançou músicas que até hoje estão no repertório das festas brasileiras.

Seus maiores sucessos são Asa Branca, Luar do Sertão, Juazeiro, Xote das Meninas, Riacho do Navio, Cintura Fina, entre outros. Muitas das suas músicas ele fez em parceria com músicos como Humberto Teixeira, Zédantas e gravou muitos duetos com seus discípulos, como Carmélia Alves, Dominguinhos, Elba Ramalho, Fagner e Milton Nascimento. Apresentou-se em Paris no Zénith, Olympia e na Grande Halle de La Villette. Em 1984, recebeu o Prêmio Shell, com o qual, antes dele, somente Pixinguinha, Dorival Caymmi e Tom Jobim haviam sido agraciados.

O Rei do Baião faleceu em 1989, em Pernambuco, deixando para o país a música popular brasileira mais rica. Em homenagem a seu centenário, diversos eventos e exposições aconteceram pelo Brasil. Além disso, um filme dirigido por Breno Silveira (diretor de Dois Filhos de Francisco) abril o Festival do Rio em outubro e está em cartaz nos cinemas do país até hoje. O longa-metragem mostra os encontros e desencontros da vida do rei junto com seu filho, Gonzaguinha.