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A ministra da Cultura, Marta Suplicy, reuniu-se com os moradores da zona Leste de São Paulo, no auditório da Paróquia São Francisco de Assis, na noite da última sexta-feira (17), para ministrar uma palestra pela Escola de Cidadania (curso de extensão da Universidade Divulgação / MinCFederal de São Paulo, que nasceu com o objetivo de proporcionar espaço de debate sobre cidadania e políticas públicas).

 

No início de sua participação, a ministra destacou o tempo em que administrou a maior cidade do Brasil em número de moradores e considerada o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. Lembrou que quando foi prefeita de São Paulo implantou uma política estratégica de desenvolvimento para a região, que responde por um terço dos moradores da cidade, proporcionando mais trabalho e melhoria no transporte e nos serviços de saúde, educação, esporte e cultura.

 

"Como prefeita entreguei nove CEUs. Os demais tiveram terrenos e construção definidos e planejados na minha gestão", ressaltou.  Medida acertada, pois uma pesquisa realizada pela Prefeitura, em 2004, constatou que a totalidade dos entrevistados nunca tinha entrado em um teatro e 86% num cinema. Tempos passados, antes dos CEUs.  Após a implantação, a realidade é outra e foi testemunhada por uma das maiores divas do teatro Brasil, Fernanda Montenegro. Para ela, as instalações dos CEUs são as melhores e mais bem equipadas.

 

Ali, no evento da Escola de Cidadania, a ministra também relembrou que foi na zona Leste que sua administração iniciou o programa dos Telecentros, um avanço incrível para os idos de 2001. "Hoje, sabemos, temos que avançar de outro modo. E, felizmente, no Ministério da Cultura estamos fazendo isso com os pontos de cultura, iniciativas da sociedade civil apoiadas pelo governo federal", afirmou.

 

Em seguida, Marta Suplicy passou a detalhar iniciativas do Ministério, começando pelo Vale-Cultura, uma iniciativa do governo Lula, e que será a partir do segundo semestre objeto de grande campanha publicitária. Desenvolvido pelo Ministério da Cultura, a partir da divulgação de uma pesquisa Ibope de 2008, sobre os indicadores da cultura no Brasil, o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional, e a lei, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, em dezembro de 2012.

 

A pesquisa revelou que a maioria dos brasileiros estava alijada do consumo de produtos culturais, sendo que 87% da população não frequentavam salas de cinema, 92% nunca tinham ido a um museu e 78% jamais assistiram a um espetáculo de dança. Além disso, apontou que em 90% dos municípios do país não havia salas de cinema. "É chocante", classificou a ministra. E para mudar essas estatísticas está sendo lançado o Vale Cultura. Será o instrumento principal das mudanças propostas não só por ser o mais amplo programa governamental criado para incentivar o acesso à cultura pela população, mas por se tratar de uma política pública que coloca nas mãos dos trabalhadores R$ 50 por mês, voltados exclusivamente ao acesso a bens culturais. "E vamos atender prioritariamente aos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos", anunciou Marta.

 

A previsão do MinC é de que quando estiver plenamente implantado o programa alcance o patamar de R$ 11,3 bilhões, cifra que será injetada na economia a cada ano, caso receba ampla adesão de 18,8 milhões de trabalhadores beneficiados.