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O Teatro Garagem dá continuidade em 2017 ao projeto “Ocupação Plínio Marcos no Teatro Garagem” e inicia nova temporada do texto inédito do dramaturgo ‘O Bote da Loba’ no mês de setembro, às sextas-feiras e aos sábados, às 21h30. 

A montagem retoma a sala intimista inaugural do Teatro Garagem, em 2004, chamada ‘Caixa Preta’. A ‘Ocupação Plínio Marcos’ levou também ao cartaz ‘Navalha na Carne’, com direção de Marcos Loureiro e com a participação da atriz e idealizadora do projeto Anette Naiman, no papel da antológica prostituta Neusa Sueli. 

‘O Bote da Loba’ foi escrito em 1997, dois anos antes de sua morte, ainda inédito, o texto aborda o universo feminino sob a ótica de duas mulheres que se encontram para uma sessão de tarô. Veriska (Anette Naiman), a maga vidente, através dos seus poderes místicos, tentará ajudar a cliente Laura (desta vez com Ana Rita Abdalla), mulher casada e reprimida, a libertar-se de suas angústias e de seu sofrimento. 

Texto inédito do grande dramaturgo, nunca antes montado no teatro, “O Bote da Loba” traz à tona temas e questões atuais de extrema relevância para nossa sociedade. A obra gira em torno, principalmente, da questão do prazer feminino, reprimido por tantos milênios e considerado como “tabu” até os dias de hoje. Aborda o encontro entre o prazer feminino, proibido historicamente com a perpetuação de uma cultura misógina, machista e patriarcal, e o conhecimento do corpo feminino, onde há uma protagonização de tal busca por duas mulheres.

De acordo com o autor, seus textos poderiam ser utilizados como referência para a percepção temporal do desenvolvimento da sociedade brasileira.

“Plínio foi um homem de seu tempo, retratou aquilo que vivenciava cotidianamente, observando e registrando a visão da sociedade de sua época. Seus textos tornaram-se clássicos da dramaturgia brasileira, são documentos históricos, pois retratam valores, costumes e pensamentos de uma sociedade em uma determinada época. Neles, podemos ver o que realmente progrediu e caminhou no sentido da modernização de um pensamento social e consequentemente”, diz a atriz Anette Naiman. 

Marcos Loureiro dirige também ‘Navalha na Carne’, primeiro espetáculo de Plínio Marcos em parceria com Anette Naiman, no Teatro Garagem, no ano de 2014, homenageando os 15 da morte do autor.  O Bote da Loba é a continuidade da parceria entre eles em torno da obra de Plínio Marcos. 

Sobre o Teatro Garagem

Como o próprio nome diz, o Teatro Garagem nasceu ocupando a garagem da  casa da atriz Anette Naiman, na Vila Romana, em São Paulo. Depois de 9 anos, o espaço foi ampliado com a aquisição da casa vizinha e agora, ele se transformou num Instituto Cultural que conta com oito espaços que podem receber peças teatrais, projetos de dança, música, cinema, artes plásticas, fotografia e as mais diversas performances artísticas.

Com a inauguração da nova casa outros grupos e artistas, que possuam um trabalho focado na pesquisa e experimentação, também poderão apresentar suas montagens, além de abrigar os projetos de pesquisas e os espetáculos da própria Anette.

Como parte do projeto de ocupação de outras companhias no espaço, em 2014, espaço abrigou o espetáculo Sem Palavras, adaptação do conto do autor Mia Couto, com direção de Erica Coracini, contando com a visita do autor Mia Couto, assim como o projeto conceitual de ocupação da casa: Arquitetura da Dramaturgia em parceria com o Centro de Dramaturgia Contemporânea. A peça foi  formada pelos textos 61 m2, de Luís Indriunas; O mundo lá fora, de Denio Maués; Na cozinha com a autora, de Paula Autran e O Imperador, de Marcos Gomes. O projeto contou com a participação de alguns  diretores – Andrea Tedesco, Fabio Brandi Torres e Rafael Bicudo – e seis atores: Adriana Londoño, Bia Toledo, Camila dos Anjos, Eduardo Parisi, Ricardo Gelli e Roberto Leite. 

No ano de 2016, o Galpão Garagem foi ocupado pelo espetáculo 15 cenas de Romeu e Julieta, fruto de uma parceria com a atriz e diretora Eliete Cigaarini que atualmente ministra cursos para atores em formação e/ou profissionais no Teatro Garagem. 

Sobre Marcos Loureiro

Inicia seus estudos de Artes Cênicas, em 1989, na Escola de Teatro Macunaíma, onde estudou com Myriam Muniz, Plínio Marcos, Fauzi Arap, Marco Antonio Rodrigues, Amir Haddad, Roberto Lage, Klauss Vianna e Antunes Filho. Estreia como ator profissional, em 1991, no espetáculo Rilke em Gestos, de Rainer Maria Rilke, direção de Rainer Vianna. Atua em diversas montagens, entre elas, Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, dirigido por Marco Antonio Rodrigues; Zerói e Flauta Mágica, ambos dirigidos por Hugo Possolo; Cantata em Sampa, do Living Theatre; O Interrogatório, de Peter Weiss, direção de Renato Borghi; e Frida, de Ricardo Hallack, direção de Fauzi Arap. Faz assistência de direção para Hugo Possolo, Fauzi Arap e Marco Ricca. Em 2002, estreia como diretor no espetáculo Hotel Lancaster, de Mário Bortolotto. A montagem foi selecionada para diversos festivais, sendo indicado como melhor diretor nos Festivais de Teatro de Londrina e Porto Alegre. Em 2004, dirigiu O Colecionador, de John Fowles, com tradução de Juca de Oliveira. Participa como diretor de cena de vários festivais internacionais, entre eles: Festival de Teatro Latino Americano de Miami (EUA), Festival de Teatro Clássico de Almagro, Festival de Teatro Latino Americano de Madri (ambos na Espanha), Festival de Teatro de Portugal, Festival de Teatro de Manizales (Colômbia), Festival de Teatro de Buenos Aires (Argentina) e Circuito Performance Art EUA. Mais recentemente, assina a direção de A Louca de Chaillot, com Cleyde Yáconis; a ópera Uma Italiana em Argel, de Rossini, no Teatro Municipal de São Paulo; Assassinos e Suínos da Praça Roosevelt, de Jarbas Capusso Filho; Chorinho, co-dirigido com Fauzi Arap; Delicadeza, de João Fábio Cabral; Meu Vira-Lata só Ouve Be Bop, de Jarbas Capusso Filho; La Musica, de Marguerite Duras; Basílio, o Destemido, de Marcos Gomes; Boi da Cara Preta, de Sérgio Roveri, dentro do 2º Festival N.Ex.T de Teatro Grotesco e Pedro e o Capitão, do escritor uruguaio Mario Benedetti.

 

Serviço:

O Bote da Loba – De 01 a 30 de setembro

Teatro Garagem. Texto – Plínio Marcos. Direção – Marcos Loureiro. Elenco – Anette Naiman e Ana Rita Abdalla

Somente às sextas-feiras e aos sábados, às 21h30.  Durante todo o mês de setembro.

Duração – 60 minutos.  Espetáculo recomendável para maiores de 16 anos. Ingressos – R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada).

TEATRO GARAGEM – Rua Silveira Rodrigues, 331a – Vila Romana. Informações (11) 99122-8696.  

Na Sala Caixa Preta - Capacidade – 30 lugares. Bilheteria – Abre uma hora antes do início da sessão.