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 O espetáculo UM BERÇO DE PEDRA estreia no Rio em 01 de setembro, sexta-feira, às 20h, no SESC Ginástico após duas temporadas de sucesso de crítica e público em São Paulo. UM BERÇO DE PEDRA é uma coletânea inédita de cinco textos do dramaturgo Newton Moreno escritos em tempos e espaços diferentes com um tema em comum: A maternidade como resistência. Cinco visões, cinco universos distintos e cinco variações dramáticas repletas de humanidade e poesia.

Em forma de poema-cênico, a montagem que retorna aos palcos da cidade em segunda temporada intercala épocas, mitologias, espaços. As cinco cenas são gritos de mães perfuradas no ventre, comprimindo-as a perder e/ou defender suas crias, a restaurar e/ou fraturar o mundo pelo seu amor. Assim como em uma sinfonia, vários movimentos, ritmos, densidades e texturas distintas criam uma polifonia de significados e sensações, como descreve o encenador William Pereira.

O espaço cênico comum coberto de areia se transforma em jardim, deserto e prisão e estabelecem diálogo com a ação dramática. Areia, a terra infértil onde se sepultam os mortos, onde a semente não germina, metáfora de útero seco. Deserto de afetos e esperança.

“Neste espetáculo a palavra se faz música. Uma sinfonia de mães, um Stabat Mater polifônico e atemporal. O caráter “operístico” favorece a convergência de linguagens, os atores interagem com a música como parte marcante da narrativa”, acrescenta o diretor.

No primeiro texto, CANTEIRO, o espaço é um jardim, onde se travará o diálogo e o embate entre duas mulheres:uma delas em busca o filho desaparecido durante a ditadura militar. Ao final, com o jardim todo destruído e sobre seus destroços inicia-se O CAMINHO DO MILAGRE, um diálogo entre um presidiário e sua vítima de estupro, grávida. O CAMINHO DO MILAGRE é o encontro da benção e da maldição no mesmo ato violento. Um filho pode ser o começo do horror ou o final do suplício de uma mulher solitária. Será o perdão nossa única saída? Será que já estamos preparados para trazer o perdão ao mundo?

MEDEA é o terceiro texto, que também se passa em uma prisão, sendo a personagem título uma presidiária, condenada por infanticídio: “Na noite do bote, encostei lábios de crianças em meu peito e alimentei. Enquanto sufocava-as com minhas garras doídas de fêmea feia, suja, nordestina, abandonada”. Nessa releitura de Medea, de Eurípedes, a mulher abandonada e humilhada é transmutada em arquétipo da brasileira excluída.

O quarto texto, UM BERÇO DE PEDRA é um pungente poema sobre a condição feminina em áreas de conflito, que tanto poderia ser a Faixa de Gaza ou a periferia de uma grande metrópole brasileira.

O último texto TRÁFEGO, uma mãe vende seu filho em um semáforo, epílogo poético e doloroso repleto de memórias, reminiscências de mais um ser que dormiu em berço de pedra.

Talvez esperando que no ventre materno esteja sendo cultivada a redenção deste planeta, perdido em guerras, massacres, desrespeito, violações e infanticídios; apresentamos nosso diálogo cênico com a Grande Mãe que nos pavimenta o doloroso caminho. Ora arquétipo de Mãe Terrível, ora arquétipo de Mãe Bondosa; A Grande Mãe está em todas estas mulheres que compõem nossa caleidoscópica-peça-placenta. É uma canção de ninar sofrida, sufocada, atonal. Uma mão gigantesca que balança o mundo-berço, ora acalanto, ora espanto. A Terra e sua prole é quem sangra através destas personagens. Um novo mundo é o que queremos parir após as cortinas baixarem. 

Newton Moreno /Autor

Nascido em Recife, formou-se em Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp, no espetáculo Primeiras Estórias, adaptado e dirigido por João das Neves em 1995 e é Mestre em Artes Cênicas pela USP com orientação da Profa. Dra. Sílvia Fernandes onde desenvolve atualmente projeto de Doutoramento.

Fez parte do corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André e atualmente ministra aulas no componente de Dramaturgia na SP Escola de Teatro. Em 2001, encenou seu primeiro texto Deus Sabia de Tudo..., que cumpriu temporada no TUSP e no Teatro Sérgio Cardoso entre 2001 e 2003.

É autor de Agreste com direção de Márcio Aurélio, com a Cia Razões Inversas em São Paulo. Por este texto ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor e o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) de Melhor Autor em 2004.

Recebeu Bolsa Vitae de Artes em 2003 para realizar livre adaptação teatral do livro Assombrações do Recife Velho de Gilberto Freyre. Este espetáculo ganhou os Prêmios Qualidade Brasil 2005 de Melhor Espetáculo, Direção e Ator na categoria Comédia e teve indicações ao Prêmio Shell de Teatro de 2005 para direção, iluminação e música.

A Refeição (resultado da oficina de dramaturgia ministrada pelo Royal Court Theatre em 2004 em São Paulo e em 2005 em Londres) foi encenada no primeiro semestre de 2007 em São Paulo e no Festival de Teatro de Curitiba e esteve em cartaz no espaço dos Parlapatões em São Paulo. Também de sua autoria, o texto do espetáculo VEMVAI, O Caminho dos Mortos, construído em processo colaborativo com Cia Livre e com direção de Cibele Forjaz.

As Centenárias com direção de Aderbal Freire Filho está em cartaz no Teatro Poeira no Rio de Janeiro com Marieta Severo e Andréa Beltrão no elenco e recebeu Prêmio Shell Rio e o Prêmio Contigo! em 2008 para Melhor Autor.

Dirigiu Memória da Cana em 2009, espetáculo contemplado com o APCA e recebeu Prêmio Shell de Melhor Direção e Cenário; e Terra de santo em 2012.

Maria do Caritó foi montado por João Fonseca com Lilian Cabral no elenco e recebeu Prêmio APCA de Melhor texto (em conjunto com Terra de Santo), sendo indicado aos prêmio Shell e APTR no Rio de janeiro. Jacinta foi dirigido por Aderbal Freire Filho com Andrea Beltrão como protagonista.

O GRANDE CIRCO MÍSTICO, escrito em parceria com Alessandro Toller recebeu APCA de Melhor Texto em 2014. Desenvolve roteiros para Rede Globo, onde esteve no ar com a série AMorteamo. 

William Pereira/Encenador, Regisséur, Cenógrafo

Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e opera no Brasil,iniciou sua formação artística com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1.987. Fez estágio em Direção Operística na English National Opera e Royal Opera House em Londres – Inglaterra em 1992-1993 em produções dirigidas por

David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez. Representante da vanguarda teatral dos anos 80, um dos fundadores do grupo Barca de Dionisos onde dirigiu “Leonce e Lena” de G. Büchner e “O Burguês Fidalgo” de Moliére. Entre seus principais trabalhos em teatro destacam-se: “Uma relação Tão Delicada” de Lolleh Bellon, “Senhorita Julia” de A. Strindberg, “Eu Sei Que Vou Te Amar” de A. Jabor,

“Luzes da Boemia”, de Valle-Inclán, “ A Fábula de Um Cozinheiro” de Sam Shepard, “O Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa, “Romeu e Julieta” de Shakespeare , “Ismênia” de Yanis Ritsos. Recentemente dirigiu “Primeira Pessoa” com Eva Wilma, “Marlene Dietrich- As Pernas do Século” de Aimar Labaki com Sylvia Bandeira e “Dom Juan” de Molière com Rodrigo Lombardi. Dirigiu nas principais casas de ópera do país onde se destacam suas produções de “Pedro Malazartes” de C. Guarnieri, “Colombo” de Carlos Gomes e “Olga” de J. Antunes (estréia mundial), ”O Morcego” de J. Strauss, I” Pagliacci” de Leoncavallo no Theatro Municipal de São Paulo, “Os Pescadores de Pérolas” de Bizet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “O Messias” de Haendel e “A Menina das Nuvens” de Villa-Lobos no Palácio das Artes de Belo

Horizonte, “Il Guarany” de Carlos Gomes no Theatro da Paz em Belém, “Carmen” de Bizet e “Olga” no III Festival de ópera de Brasília, “Madama Butterfly” de Puccini, “Le Nozze de Fígaro” de Mozart, “Romeo et Juliette” de Gounod, “Le Dialogue dês Carmèlites”de Poulenc, “I Puritani”de Bellini , a estreia nacional de “As Aventuras da Raposa Astuta”de Janacék, a estreia mundial de “Onheama” de J.G.Ripper no Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas de Manaus, “A Tempestade” de R. Miranda (estreia mundial), “Gianni Schicchi” de Puccini , “Il Barbieri di Siviglia” de Rossini e “A Viúva Alegre” no Theatro São Pedro em São Paulo. Entre os inúmeros prêmios recebidos por seu trabalho, destacam-se o Prêmio Governador do Estado-SP, Troféu Mambembe, APCA e Prêmio Shell. 

Leopoldo De Léo Junior /Produtor

Recentemente, o diretor William Pereira e o autor, diretor e ator Newton Moreno passaram a integrar a sociedade apenas alterando o nome (de ECP S/C Ltda para LNW Produções Artísticas Ltda., proveniente das iniciais dos três nomes).

Leopoldo De Léo Junior e Newton Moreno, estabeleceram parceria nos espetáculos “Agreste”, “Assombrações do Recife Velho”, “Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada” e “A Refeição”.

A parceria entre Leopoldo De Léo Junior e William Pereira inclui os espetáculos “Nossa Vida em Família” de Oduvaldo Vianna Filho, “ Romeu e Julieta” de William Shakespeare, “ Sobre o Amor e a Amizade” de Caio Fernando Abreu e “Ismênia” de Yanni Ritsus.

Em 2012 atinge a marca de 70 produções, destacando-se: “Sardanapalo” do grupo Parlapatões, Patifes & Paspalhões com quem produziu 5 espetáculos entre 1992 e 1995; “O Legítimo Inspetor Perdigueiro” , de Tom Stoppard (1992), “Histórias de Nova York” de Ruy Castro adaptado do livro de Dorothy Parker , direção de Odavlas Petti , com Maitê Proença (1994); “Vermouth”, de Aimar Labaki e direção de Gianni

Ratto(1998), “Romeu e Julieta” , de Shakespeare e direção de William Pereira (2000), “Nossa Vida em Família” de Oduvaldo Vianna Filho e direção de William Pereira ( 2001), “Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada” , direção e autoria de Newton Moreno,( 2002) , “Agreste” , de Newton Moreno e direção de Marcio Aurélio (2004), “Espírito da Terra” com Débora Duboc , direção de Márcio Aurélio, “Assombrações

do Recife Velho”, autoria e direção de Newton Moreno (2005), “BlackBird” de David Harrower (2006) “Alguém Vai Vir” de Jon Fosse (2006) , ambos dirigidos por Alexandre Tenório.

Em 2007 produziu “A Refeição” de Newton Moreno com direção de Denise Weinberg, e fez a produção local (São Paulo) do espetáculo “O Púcaro Búlgaro” de Campos de Carvalho com direção de Aderbal Freire Filho em temporada no teatro Anchieta.

Entre 2008 e 2012 produziu vários espetáculos com direção de Alexandre Tenório, entre eles “A Serpente no Jardim”, “Isso É O Que Ela Pensa” e “Assombrando Julia”, todas de Alan Ayckbourn.

Ainda em 2012 estreia “O Salão de Baile Elétrico”, de Enda Walsh, com direção de Cristina Cavalcanti.

Na área da dança trabalhou em várias companhias como Cisne Negro, Balé da Cidade de São Paulo, Cia de Danças de Diadema e Far 15.

Com suas produções participou de vários festivais de teatro pelo Brasil, Chile e Alemanha. Atualmente encabeça ao lado de Newton Moreno e William Pereira, a LNW Produções Artísticas.

A LNW Produções Artísticas Ltda. foi criada em 1984 pelo produtor cultural Leopoldo De Léo Junior e, desde então, realizou mais de 50 espetáculos na área de teatro e dança, com o nome de ECP S/C Ltda.

Nos primeiros 10 anos produziu espetáculos expressivos da cena cultural paulistana, entre eles destacam-se “Sardanapalo”, “Nada de Novo”, “Bem Debaixo do Seu Nariz”, “Fabuliô” e “Zerói”, todas para o grupo Parlapatões, Patifes e Paspalhões; “Não Quero Droga Nenhuma” com Grace Gianoukas, “ O Menino Quadradinho” de Ziraldo, “Castro Alves Pede Passagem” de Gianfrancesco Guarnieri, “Comédia em Dose Dupla” de Patrícia Gaspar, Artur Kohl e Renato Caldas.

Produções mais recentes : “A Serpente no Jardim” (2011), “Isso É O Que Ela Pensa” (2012), “Assombrando Julia” (2012) e “O Salão de Baile Elétrico” (2012). 

Elenco:

Cristina Cavalcanti/ Atriz

Atriz formada pelo SESC de Curitiba em 1992, e pela escola de atores INDAC, São Paulo em 1996. Desde 2012, é curadora nos Ciclos de Leituras realizados no Instituto Capobianco.

Seus principais trabalhos no teatro são: Diretora em O SALÃO DE BAILE ELÉTRICO, de Enda Walsh, 2012/14; A SERPENTE NO JARDIM, de Alan Ayckbourn.

Direção Alexandre Tenório, 2011/10; BLACKBIRD, de David Harrower. Direção Alexandre Tenório. 2011/2010/2006; ALGUÉM VAI VIR, de Jon Fosse. Direção Alexandre Tenório. 2006/2005 NO FINAL, VIRE À ESQUERDA. Direção de Benoit Lambert. 2003/2002; ARTURO UI, de Bertolt Brecht. Direção de Marco Antônio Braz. 1997; 59 BRECHT. Direção de Marco Antônio Braz. 1996; TERRORISMO, dos Irmãos Presnyakov. Diretora e atriz. 2005/2004. DRÁCULA E OUTROS VAMPIROS.

Processo criativo com Antunes Filho, CPT.1996. Dirigiu as leituras dramáticas: OCO, de Gustavo Fioratti; O OUTRO LUGAR, de Sharr White, DE MÃO EM MÃO, de Martin McDonagh, e como atriz em MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS, de Alan Ayckbourn. 2010. O REI ESTÁ MORTO, ambas dirigidas por Alexandre Tenório. 2009. ATENTADOS À SUA VIDA, Martin Crimp, dirigida por Fernando Kinas.

No cinema, atriz em: COR DE SONHO. Vídeo-clip da cantora Amanda Acosta. 2006. MARLENE DE SOUSA. Longa-metragem escrito e dirigido por Tonino de Bernardi. Itália. 2005. O PAI. Curta de Manoel Rangel, do conto de Fausto Wolff. 2003.

ROTINA. Curta-metragem escrito e dirigido por Maurício Hirata. 2003. JANINE E OS OLHOS DO ANJO. Curta escrito e dirigido por Gustavo Vilella. 2002. 99. Vídeoclip da Banda THEE BUTCHER’S ORCHESTRA. Direção Jean de Oliveira e Rodrigo Menck. 2002. EMPÉDOCLE. Oficina para longa-metragem de Carlos Reichenbach. 2001. DOIS CÓRREGOS. Longa-metragem de Carlos Reichenbach. 2000. IMPOSTURAS.

Curta-metragem de Adriano Kakazu. 1999. 

Debora Duboc/Atriz

Formada em Artes Cênicas na Unicamp. Participou do projeto estético da Cia Razões Inversas de Marcio Aurélio com quem montou vários clássicos: “Ricardo II” de W. Shakespeare, “A Bilha Quebrada” de H. Kleist, “Arte da Comédia” de Edoardo de Fellipo e “Srta. Else” de Schnitzler. Fez também “O Homem das Galochas” de Vladimir Capella; “A Cabeça” de Alcides Nogueira; “Liberdade, Liberdade” de Millôr Fernandes e produção de Paulo Goulart; “As Três Irmãs” de Tchecov dirigida por Enrique Dias; e “JT, Um conto de fadas punk” com direção de Paulo José.

Foi idealizadora e atriz, junto com Renato Borghi, Elcio Nogueira e Luah Guimarães, das duas edições da “Mostra Contemporânea de Dramaturgia” realizada no SESI nos anos 2001 e 2002. Este trabalho influenciou todo o movimento da dramaturgia contemporânea paulista.

Montou em 2000 sua própria companhia, a Olhar Imaginário – Núcleo de Teatro com a qual produziu o musical contemporâneo “Espírito da Terra”, com canções de F. Wedekind e direção de Marcio Aurelio. Estreou no Teatro Sesc Anchieta quando entrava em seu oitavo mês de gestação.

Produziu também a comédia “O Homem, A Besta e A Virtude”, de Luigi Pirandello, tradução de Marcos Caruso e direção de Marcelo Lazzaratto. Além de atuar, assina também a concepção do espetáculo e dá início a uma pesquisa sobre o cômico no teatro popular. Logo depois, monta no CCBB/SP a comédia do autor e nobel Dario Fo, “Um Dia (quase) Igual aos Outros” em parceria com a diretora Neyde Veneziano.

Espetáculos foram celebrados pelo público e crítica.

Atuou nos longas metragens “Através da Janela” de Tata Amaral, “Memórias Póstumas” de André Klotzel, “Tapete Vermelho” e “As 12 Estrelas” de Luiz Alberto Pereira e “Filmefobia” de Kiko Goifman. Protagonizou os filmes “Latitude Zero” e “Cabra Cega” de Toni Venturi, seu parceiro de criação e vida, além da participação em “Estamos Juntos” lançado em 2011.

Na televisão, em 2010, fez a novela “Passione” de Silvio de Abreu e direção de Denise Sarraceni.

Com a Olhar Imaginário – Núcleo de Teatro, a atriz tem o objetivo de realizar um trabalho metódico de pesquisa do gesto teatral e produzir espetáculos de relevância cultural e popular, que toquem o Homem contemporâneo. 

Jairo Mattos/Ator

Jairo Mattos é ator e diretor. Atua em televisão, cinema e teatro. Ele nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, no dia 1º de setembro. Ele começou a fazer escola de teatro, que era o que queria, mas acabou largando-a, pois fugiu com o circo: " Tenda Tela Teatro", indo para a cidade de Campinas, Em meados dos anos 80, Jairo resolveu montar o próprio circo, a que deu o nome de: " Metrópole Arte Circo". Ele fazia o palhaço Chimarrão.

Em televisão iniciou seus trabalhos na novela: " Barriga de Aluguel", na Rede Globo, em 1990. Nesse ano ele foi campeão de correspondência de fãs. Em 91 fez: " O Dono do Mundo". Em 92: " Deus Nos Acuda" e um episódio de: " Você Decide". Em 96, fez: " O Rei do Gado". Em 98: " Alma de Pedra". Em 99: " Suave Veneno". Em 2003:" Celebridade" e em 2005: " Bang-Bang".

Em 2006, o ator Jairo Mattos passou para a Rede Record de Televisão e fez: " Bicho do Mato". Em 2006 ainda, entrou na novela: " Vidas Opostas". Em 2008, fez: " Beleza Pura", na Globo e mais episódios de:  "Sob Nova Direção" e " Casos e Acasos". Ainda na Globo, em 2010, esteve na novela: " Tempos Modernos"; 2006- Bicho do Mato; 200- Vidas Opostas (direção TV Record); 2008 -Beleza Pura/ 2008 Casos e Acasos; 2010 - Tempos Modernos; 2011 - O Astro;

2012- Avenida Brasil e 2016- Liberdade, Liberdade.

Em teatro, que foi sempre o que ele mais gostou, fez inúmeras peças. Fez:"Concílio de Amor";" Budro"; "Sonho de Um Homem Ridículo";" O Cara Que Dançou Comigo"; " Novas Diretrizes em Tempos de Paz"; "Barrela";" Os Coveiros"; " Medusa de Raybã"; " A Queima Roupa"; " Funck You"; " Baby, Uma Fábula Podre", " A Nossa Vida Não Vale um Chevrolet"; " Don Juan de Molière".

Como diretor de teatro, Jairo Mattos dirigiu: " Tem Café no Bule"; " Mais Forte"; " Lágrimas de Vidro"; "Carro de Paulista", " Assim Como Rose"; " Leila Baby"; Getsemani"; " Sobre A  Arte de Cortar Bifes";" O Sequestro"; " Em Alguma Margem do Rio Bargaia"; " Amor Por Nelson"; " Os Cata-Dores".

Em cinema, o ator e diretor fez mais de dez curtas e longas, entre os quais: " Loucos por Cinema", que   conquistou prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Trilha Sonora do Festival de Brasília. Fez ainda:  "Tainá"; " Bicho de Sete Cabeças; " O Vigilante", que ganhou como Melhor Filme, no Festival de Moscou. 

Lilian Blanc/Atriz

Graduada em Artes Cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena em 1992

No teatro, atuou nas peças:

SINGLE SINGERS BAR, NÃO SE BRINCA COM O AMOR, AVENTAL TODO SUJO DE OVO, O CASAMENTO DO PEQUENO BURGUÊS, O SALÃO DE BAILE ELÉTRICO, MAMBO ITALIANO, O PELICANO, ENDECHA DAS TRÊS IRMÃS, O CONVITE DE CASAMENTO, RAMOM E MARAÓ, A CULPA É DA CIÊNCIA, REBIMBOCA E PARAFUSETA, A DANÇA DO UNIVERSO, OXIGÊNIO, MISTINGUETT, TERRORISMO.

Ainda em teatro, integrou por dez anos o Grupo Tapa:

A IMPORTÂNCIA DE SER FIEL, O GENRO DE MUITAS SOGRAS, MAJOR BÁBARA, HAPPY END, SURABAYA, JOHNNY, TELESCÓPIO, MOÇO EM ESTADO DE SÍTIO, VESTIDO DE NOIVA, RASTO ATRÁS, MORTE E VIDA SEVERINA.

No cinema, entre outros, os longas:

MEU AMIGO HINDU, AS MELHORES COISAS DO MUNDO, TRABALHAR CANSA e inúmeros curtas.

Várias novelas na TV GLOBO e no SBT.

Séries no GNT, HBO e UNIVERSAL CHANNEL. 

Luciana Lyra/ Atriz

É atriz, performer, encenadora, diretora e dramaturga.

Experiência profissional:

- Tríptico feminino, de Ricardo Inhan, Direção José Roberto Jardim (em processo)

- Memória da Cana, de Nelson Rodrigues, Direção Newton Moreno

- Guerreiras, de Luciana Lyra, Direção Luciana Lyra

- Conto, de Luciana Lyra, Direção Luciana Lyra

- Calunga, de Luciana Lyra, Direção Luciana Lyra

- Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freyre. Adaptação e Dir. Newton Moreno

- Joana In Cárcere, texto e direção Luciana Lyra

- Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, de Plínio Pacheco e Direção de Carlos Reis

- Inês!, de Gil Vicente e Direção de Jorge Clésio / Direção de Atores de Roberto Lúcio

 

PREMIAÇÃO

- Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança – 2013 / Espetáculo Cara da mãe

- Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro – 2012/ Espetáculo Homens e Caranguejos

- Prêmio de Texto Inédito de Dramaturgia – Secretaria do Estado da Cultura (Proac-SP) – 2011 / Texto Lunik

- Prêmio de Publicação de Livro – Secretaria do Estado da Cultura (Proac-SP) – 2010/ Livro De como meninas guerreiras contaram heroínas

- Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz – 2009 / Espetáculo Guerreiras

- Prêmio Funarte de Teatro de Rua – 2009 / Espetáculo Guerreiras

- Prêmio Fomento às Artes Cênicas da Prefeitura da Cidade do Recife – 2006 / Espetáculo Conto.

- Festival Janeiro de Grandes Espetáculos -PE

- Melhor Atriz - Categoria Adulto – 2000 / Espetáculo Inês!

- Prêmio de Estímulo à Produção das Artes Cênicas Dinah de Oliveira do Estado de Pernambuco – 1998 / Espetáculo A droga da Obediência. 

Sônia Guedes/Atriz

Sônia Guedes tem formação em artes cênicas pela EAD – Escola de Arte Dramática. Antes, estuda piano e canto. A estreia como atriz foi em Chapeuzinho vermelho no teatro amador, no qual atuou durante 14 anos. Uma dos fundadores do CPC – Centro Popular de Cultura – de Santo André, monta com outros atores, entre eles seu marido Annibal Guedes e Antônio Petrin, o Grupo de Teatro da Cidade – o primeiro espetáculo da companhia, George Dandin, de Moliére, estreia em 1968. Depois, atua em muitos outros espetáculos, tanto em sua companhia como em outras produções. Equus, Gota D´água, Caixa de sombras, Rasga Coração, Cerimônia do adeus, A estrela do lar, A ópera dos três vinténs, Pérola e Ismênia são alguns de seus sucessos nos palcos. A estreia em televisão ocorre no seriado Malu mulher (1979/81), em que atua como a mãe de Malu, a protagonista interpretada por Regina Duarte. Depois atua em várias emissoras, como em De quina pra lua (1985/86) e Mulheres apaixonadas (2003) – Globo; O fantasma da ópera (1991) – Manchete; As pupilas do senhor reitor (1994/95) e Esmeralda (2004/2005) – SBT; Vidas cruzadas (2000/2001), Cidadão brasileiro (2006) e Amor e intrigas (2007/2008) – Record. A atriz estreia no cinema em Noite em chamas (1978), de Jean Garrett. 

Sônia Guedes interpretou dona Joana em A hora da estrela (1985), adaptação cinematográfica da obra homônima de Clarice Lispector dirigida por Suzana Amaral e protagonizada por Marcélia Cartaxo. A atriz só retorna ao cinema mais de duas décadas depois em Corpo (2007), dirigido por Rossana Foglia e Rubens Rewald. Sônia Guedes foi Madalena em Histórias que só existem quando lembradas (2011), de Júlia Murat.

 

FICHA TÉCNICA "UM BERÇO DE PEDRA'

Texto de Newton Moreno

Direção e Cenografia: William Pereira

Elenco:

Cristina Cavalcanti, Debora Duboc, Jairo Mattos, Lilian Blanc, Luciana Lyra e participação especial Sônia Guedes

Figurinos: Cristina Cavalcanti

Trilha sonora: William Pereira

Iluminação: Miló Martins

Programação Visual: Eduardo Reyes

Fotografia e Registro em Vídeo: Marcos Frutig

Visagista: Leopoldo Pacheco

Cabelos: Paolo Biagiogli

Aderecista: Michele Rolandi

Divulgação: Adriana Monteiro

Operador de Luz: (a confirmar)

Operador de Som: Janice Rodrigues

Direção de Palco: Henrique Pina

Produção Executiva: Rafaela Penteado

Assistente de Direção de Produção: Adriana Florence

Direção de Produção: Leopoldo De Léo Junior

Serviço:

“Um Berço de Pedra”, de Newton Moreno

Estreia dia 01 de setembro – às 20h

Temporada: 01 a 24 de setembro de 2017

OBS: o horário da estreia será excepcionalmente às 20h

Sesc Ginástico, Av. Graça Aranha, 187, Centro / RJ

Tel: (21) 2279-4027

HORÁRIOS: sextas e sábados às 19h e domingos às 18h

INGRESSOS: R$ 6 (Associados Sesc), R$ 12 (para jovens até 21 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 25 (inteira)

BILHETERIA: terça-feira a domingo, das 13h às 20h.

CAPACIDADE: 513 lugares

TEMPORADA: até 24 de setembro

DURAÇÃO: 90 minutos

RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 14 anos 

Observação – A peça esteve em cartaz no CENTRO CULTURAL SÃO PAULO no período entre 30 de setembro e 06 de novembro de 2016 e no TUSP de 13 de abril a 07 de maio de 2017