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Medida inédita é tentativa desesperada do governo para deter avanço da Influenza.
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West End, a place that boasts inspiration!

Por Adriano Fanti

Dear all,
Recentemente, o West End foi presenteado com mais uma obra inspiradora: uma adaptação de muito bom gosto baseada na famosa obra de Oscar Wilde, "O Retrato de Dorian Gray". Em cartaz no Leiscester Square Theatre, a montagem envolve um elenco de cinco artistas multifacetados que se desdobram para dar vida à "Dorian Gray, a musical drama".
A obra conta a história de Dorian Gray, um jovem da alta sociedade inglesa do século XIX. Imerso em sua vaidade e anseios por juventude eterna, Dorian se apaixona por um retrato seu, pintado pelo amigo Basil Hallward. A paixão acontece depois que a personagem ouve do cínico e hedonista aristocrata Lord Henry Wotton os dizeres: "o senhor dispõe só de alguns anos para viver deveras, perfeitamente, plenamente. Quando a mocidade passar, a sua beleza ir-se-á com ela; então o senhor descobrirá que já não o aguardam triunfos, ou que só lhe restam as vitórias medíocres que a recordação do passado tornará mais amargas que destroçadas".
Tive a oportunidade de prestigiar a peça na estreia e conversar com o elenco na festa para a imprensa, após o espetáculo. Conversei em particular com a talentosíssima atriz Janna Yngwe, que interpreta Syble Vaine no espetáculo. Graduada pela conceituada Guildford School of Acting, Janna falou sobre as peculiaridades desta adaptação, onde todos os atores do espetáculo, além de atuar e cantar, também tocam instrumentos durante a peça. No caso de Janna, além dos números de dança, a apresentação acontece também com um violoncello e o piano presente em cena.
O que mais me chamou a atenção nesta montagem que leva como subtítulo um drama musical é a fina linha divisória entre teatro musical e teatro convencional (musical e straight play), que é onde a adaptação se encontra.
A diretora da peça Linnie Reedman manteve intacto o estilo aristocrata inglês e vitoriano da obra, sem comprometer em momento algum o trabalho de Oscar Wilde. As transições bruscas entre canções e texto (tão frequentemente encontradas em pecas musicais) foram feitas de forma tão sutil que quase não é possível classificá-la como musical, e sim, como uma peça habitual com intervenções musicais. Isso é evidente na cena em que Dorian resolve escrever uma carta para Sybel Vaine, após esse lhe ter dito monstruosidades. Na cena, Dorian senta-se ao piano e escreve a carta em forma de uma canção. "A plateia mal percebe a transição entre texto e música", conta Janna. Isso também se deve à direção de Linnie, que não mirou nenhuma das canções diretamente à plateia, dando um toque singelo aos números musicais.
Um paralelo pode ser estabelecido entre "Dorian Gray, a musical drama", e "A Little Night Music" (fabulosa obra musical de Stephen Sondheim) atualmente em cartaz no West End. Ambas trazem a Inglaterra vitoriana de emoções reprimidas como pano de fundo e atores músicos. Mas, apesar de "A Little Night Music" também ter muitos elementos de teatro convencional em estilo e texto, as passagens entre canto e fala são mais estruturadas nos moldes de teatro musical. No entanto, são feitas de ótimo tom.
Em geral, o espetáculo foi dirigido visando o total aproveitamento do elenco pequeno. Fica, sobretudo latente, quando Dorian em sua alucinação vê fantasmas em todos os cantos: a sensação é de que realmente há no palco o dobro de atores em cena. Esperta, Linnie economizou uma grana com contratação de atores...

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Trocar cultura é um processo enriquecedor, então quero começar a entregar algumas dicas de serviços que rolam por aqui, que jogam a favor do público.
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Era o centenário da Revolução de Maio e a Argentina se preparava para uma grande festa...

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