0
0
0
s2sdefault

Por Rodrigo Villarruel / Revista Mutis X El Foro
Tradução Pablo Ribera

alt

O cenário teatral da cidade de Buenos Aires se identifica com a ética e a estética independente desde muito tempo: uma lógica que destila exuberâncias de produção, espaços e ofertas, que a coloca como uma das principais no mundo, junto a Nova York, Londres e Paris.

O teatro independente argentino se desenvolveu no fim dos anos 1930, junto às novas tendências de capacitação, de estudo e de formação de atores, diretores e dramaturgos em voga na Europa daqueles anos. Sua essência se modificou durante os últimos 40 anos de maneira considerável: com Di Tella, nos 1960, e com Parakultural, na década de 1980, depois do happening e da performance, o cenário independente ingressou em um caminho de transformações sociais, legais e cênicas, que derivou na multiplicação de sua realidade em todas as suas matizes.

Estima-se que, no primeiro semestre de 2007, um total de 500 obras, incluindo o circuito oficial, comercial e independente, foram estreadas na cidade de Buenos Aires, das quais 65% pertencem ao denominado circuito off. Paralelamente, em Paris, segundo a revista Pariscope, as apresentadas neste lapso foram de cerca de 300 e, em Londres, de 250.

A expansão de circuitos alternativos, subalternativos e domésticos nos últimos anos modificou o mapa cultural portenho. Oficialmente na capital federal, há registradas 172 salas de teatro; em Nova York,existem 106; em Paris, 92; e em Londres, 63. Mesmo assim, ao atravessar a variável quantidade de salas com pessoas se ratifica essa tendência: Buenos Aires possui uma sala para cada 17 mil habitantes, enquanto Paris tem um teatro para cada 29 mil pessoas. Esta vantagem comparativa se sustenta na grande quantidade de salas independentes em funcionamento e se corre a lógica de mercado que guia ao teatro comercial, pondo o elemento artístico sobre toda norma.

Se é é posível medir a assistência às salas, a ampla oferta da cidade fica eclipsada pelas principais capitais mundiais, como Nova York e Londres. Em Buenos Aires, estima-se que mais de duas milhões de pessoas assistiram, em 2007, ao teatro, das quais ao independente concorreram 1,3 milhão, ao comercial, 456 mil; e ao oficial, 345 mil. Durante o mesmo ano, na Broadway, assistiram mais de 11 milhões de pessoas e, no West End londrino, 12,4 milhões, deixando lucro de US$ 938 milhões, segundo a League of Americans Theatres and Producersm, e 400 milhões de libras, segundo a Society of London Theatres.

O desenvolvimento da atividade comercial nesses países está dirigida a um teatro de grande qualidade, tanto em relação à técnica quanto à produção, apontada a um público massivo no qual predomina o turismo: 57% dos tickets vendidos na Gran Manzana foram a estrangeiros, cada um custando, em média, US$ 78. A grande oferta teatral de Buenos Aires fica concentrada nas realizações independentes, de baixo custo de produção, capacidade limitada nas salas (muitas não superam os 50 lugares) e a preços que oscilam entre 15 e 40 pesos argentinos, segundo a sorte inflacionária.

Nos epicentros mundiais, os espetáculos teatrais têm carga estética e comercial de grande atrativo para o turismo, acompanhados de uma grande ordem no setor. Mas em Buenos Aires, porém, o teatro apresenta ainda um insuficiente marco de contenção oficial e privada, desde o investimento quanto da organização. Os espaços, os elencos e as propostas cênicas se articularam e expandiram sobretudo depois da crise de 2001 - sobre uma autonomia e limites, planos e periferias de um mundo impreciso.

O conhecimento avança enquanto a realidade pode se quantificar
Nenhum dos organismos oficiais encarregados de fomentar o teatro em Buenos Aires realiza trabalhos estatísticos, assim como também não leva a cabo nenhum trabalho orientado até a quantificação da cultura. O único local oficial existente sobre esta temática se encontra no Sistema Nacional de Consumos Culturais que realiza a Secretaria de Meios de Comunicação da Nação.

Um trabalho sério em relação a um acercamento numérico da atividade teatral é levado a cabo pela Universal de Três de Fevereiro, no informe de Indicadores Culturais que edita ano a ano.
O desenvolvimento desta disciplina em países do primeiro mundo tem sido acompanhado por um registro que marca a realização dos cenários e que ordena sua atividade. Assim, em Londres, a Society of London Theatre leva adiante um trabalho minucioso sobre o mercado do teatro e seu crescimento. Em Nova York, este trabalho é realizado pela League of Americans Theatres and Producers.

Um caso exemplar é o da Finlândia. O Finnish Theatre Information Center realiza, anualmente, um indicador estatístico no qual se podem encontrar não só os números da assistência a teatros - que em um país de cinco milhões de habitantes é de 3,6 milhões de dólares ao ano, mas também a sala, dia e horário preferido para concorrer, gêneros mais escolhidos pelo público, proporção de estrangeiros e locais que assistem, quantidade de trabalhadores da área e um desenvolvimento dos investimentos públicos no teatro segundo municípios e cidades, que representa o percurso do dinheiro público e seu investimento.

 

0
0
0
s2sdefault
A peça "Billy Elliot" continua a dominar a temporada de premiações teatrais em Nova York, ganhando sete troféus no Outer Critics Circle, incluindo o de melhor musical da Broadway. Além disso, os três garotos que se alternaram no papel principal, David Alvarez, Trent Kowalik e Kiril Kulish receberam uma homenagem especial por suas performances. No Drama Desk Awards, o espetáculo venceu todos os prêmios das dez categorias em que foi nominado, incluindo melhor musical. A festa é organizada por críticos, revisores e editores de Nova York que cobrem Broadway, Off-Broadway e Off-Off-Broadway.

O espetáculo também foi indicado a 15 categorias dos Tony Award.

0
0
0
s2sdefault
Ainda não foi oficialmente confirmado, mas os atores hollywoodianos Hugh Jackman e Daniel Craig podem se juntar, no próximo outono americano, para uma peça da Broadway chamada "A Steady Rain", um drama de Keith Huff, que faria sua estréia na Brodway. Como o autor, o ator de James Bond, Daniel Craig, também faria sua estreia. O jornal New York Post afirmou que a produtora do espetáculo seria Barbara Broccoli. A peça conta a história de dois policiais de Chicago, amigos desde a infância, que tem suas vidas divididas graças a um acidente. A obra teve seu pico de popularidade em 2007, quando saiu de um pequeno teatro da capital de Illinois para uma grande casa de shows.
0
0
0
s2sdefault

Querido(a) leitor(a),

Página 5 de 6