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Por Ive Andrade

Em sua décima edição, o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília leva ao Centro-Oeste 23 espetáculos nacionais e de fora do País entre os dias 2 e 13 de setembro. Quatro peças da grade do festival se apresentam também em São Paulo até o próximo dia 20, no Centro Cultural Banco do Brasil. Na versão brasiliense, as artes cênicas não são as únicas a ganharem espaço: o público também poderá conferir shows ao ar livre e aproveitar o espaço do Ponto de Encontro, na praça do Museu Nacional da República.
Os ingressos custam entre R$ 15 e R$ 16, com direito a meia-entrada para estudantes, aposentados, adultos acima dos 65 anos, professores da rede pública e clientes do cartão Petrobras, patrocinador do evento. A bilheteria central, localizada na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, concentrará 70% das vendas de todos os espetáculos (menos os que acontecerão no CCBB, pois o local terá venda exclusiva). Além do Teatro Nacional e do CCBB, Taguatinga e Ceilândia serão cenário para alguns espetáculos que têm entrada mediante a troca de um quilo de alimento não perecível, exceto sal.

HISTÓRICO
O Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro foi criado em 1995, pelo ator e produtor Guilherme Reis, com a proposta de incrementar o diálogo e a troca de informações artísticas e técnicas da produção cênica contemporânea, entre grupos brasileiros e estrangeiros. Nas edições que se seguiram, o festival levou a Brasília grupos da Itália, de Portugal, da Alemanha, da Inglaterra, dos Estados Unidos, do Uruguai e do Equador. Ao longo dos anos, a mostra contou com a participação dos principais grupos nacionais e diversas companhias locais, além de ser o responsável por momentos antológicos da cena brasiliense, como a apresentação do espetáculo “A Rua da Amargura”, do Grupo Galpão, na Universidade de Brasília, as sessões emocionantes da peça “Amanhã”, com o grupo O Bando, de Lisboa, a empolgação despertada pela habilidade técnica dos integrantes do Earthfull Dance, do País de Gales, e as concorridas sessões de “Alice através do espelho” e de “A Paixão Segundo G.H.”.
Em 2009, o festival completa dez edições. Desde 2006, o evento integra o Núcleo dos Festivais Internacionais de Teatro do Brasil, destacando-se como um dos cinco maiores do País.