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Por Daniel Pinton

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A sétima edição do FIL (Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens) não apenas trouxe mais uma vez ao público carioca seu anual conceito holístico de arte, mas também, pela primeira vez, levou a São Paulo sua programação multicultural. Celebrando o Ano da França no Brasil, o evento apresentou, entre os dias 2 e 7 de julho - no Rio de Janeiro -, e entre 7 e 12 de julho - em São Paulo -, grupos teatrais nacionais e franceses.
Na edição carioca, participaram sete companhias francesas, sete companhias brasileiras - com direito a um work in progress de binacionalidade, quatro oficinas gratuitas, uma mesa-redonda e um workshop. Os espetáculos foram encenados no Centro de Referência Cultura Infância/Teatro Municipal do Jockey, no Centro Cultural Banco do Brasil (Teatros 1 e 3), Teatro Planetário, Teatro da Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Oi Futuro e Teatro Carlos Gomes.
"A resposta do público foi acima da esperada. Tivemos muita procura. Cada vez mais buscamos trabalhos que mostrem inovação e ousadia sempre aliados ao refinamento da percepção do imaginário e das agradáveis sensações humanas. Desta forma, nosso festival é fiel ao público já conquistado e abre as portas e janelas para os novos espectadores. Nossa intenção é a mistura. O encontro possível de linguagens, público e gerações. Só é possível transmitir cultura e identidade se a recebermos desde pequenos", comenta Karen Acioly, idealizadora e diretora-artística do FIL.
Em São Paulo, apesar do número menor de apresentações e do período mais curto de exibição do festival, o FIL deu, em sua estreia, seu primeiro passo em busca de popularizar o evento na cidade com a exibição dos espetáculos "A Lenda do Príncipe que tinha Rosto", do Brasil; "Fedegunda", binacional; e "9.81", "Lulu et la Malle Aimée", "Un Petit Chaperon Rouge" vindos da França. "No ano passado tivemos um público de 14 mil pessoas. Estamos muito felizes por chegar a São Paulo. Mesmo que em um formato tímido, foi um espetáculo. Superlotou. Queremos plantar uma semente. Mostrar o que se produz de diferente e inovador para toda a família", explica Karen.
Mesmo com o sucesso do FIL na chegada à mais nova sede do evento, a organização do festival descarta incluir mais uma cidade, por enquanto, para suas apresentações. A ideia é primeiro consolidar o festival em São Paulo para, depois, seguir para outros locais, assim como aconteceu quando começou no Rio de Janeiro, em 2002. Para 2010, o festival volta a receber grupos não apenas vindos da França, mas também de nacionalidades diversificadas. "Convidaremos grupos de vários países. Ano que vem nosso formato volta ao normal e queremos uma presença bem forte da nossa brasilidade e da América Latina", projeta a idealizadora.


Espetáculos Apresentados
- Cia. Caixa do Elefante (Rio Grande do Sul)
Espetáculo "Banda Salsicha Recheada" - criação de Cia. Caixa do Elefante

- Cia. Eolienne (França)
Espetáculo "Les Jardins d'Eden" - direção de Florence Caillon

- Cia. Étant Donné (França)
Espetáculo "Papotages - Tagarelices" - criação de Frédérike Unger e Jérôme Ferron
Espetáculo "ZigZag" - criação de Frédérike Unger e Jérôme Ferron

- Cia. Florence (França)
Espetáculo "Un Petit Chaperon Rouge" - direção de Florence Lavaud

- Cia. Jérôme Thomas (França)
Espetáculo "Duo" - performance de Jérôme Thomas e Jean François Baez e direção de Jérôme Thomas

- Cia. Mamulengos Só Riso (Recife)
Espetáculo "Folgazões & Foliões" - texto e direção de Fernando Augusto Gonçalves

- Cia. Le Plat du Jour (São Paulo)
Espetáculo "Chapeuzinho Vermelho" - texto de Le Plat du Jour e direção de Fernando Escrich

- Cia. Scénes de Cirque (França)
Espetáculo "9.81" - roteiro, performance e direção de Eric Lecomte

- Cia. de Teatro Artesanal (Rio de Janeiro)
Espetáculo "A Lenda do Príncipe que tinha Rosto" - texto de Gustavo Bicalho e direção de Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves

- Cia. Teatro Jovem (Rio de Janeiro)
Espetáculo "O Homem da Cabeça de Papelão" - texto de João do Rio adaptado por Eduardo Bakr e direção de Tadeu Aguiar

- Cie Arcosm (França)
Espetáculo "Lulu et la Malle Aimée" - roteiro, performance e direção de Eléonore Guisnet-Meyer

- Fábulosa Cia. de Bonecos (Belo Horizonte)
Espetáculo "João e o Pé de Feijão" - texto de Charles Perrault adaptado por Eduardo Felix e Márcio Gouvêa e direção de Junia Melillo

- Fedegunda (Rio de Janeiro e França)
Texto e direção de Karen Acioly

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altCriança ou adulto, não importa a idade, o olhar de encantamento é o mesmo, Todo ano é assim no 21º Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Canela.

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altCom o tema "Subjetividade", evento se divide em módulos por áreas temáticas.
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Com o tema Subjetividade, evento se divide em módulos por áreas temáticas

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