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Por Rubens Barizon (Incrementado)
Da Redação JTeatro

“Recusa” é um projeto que começou em 2009 quando os integrantes da Cia Teatro Balagan instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de dois índios isolados, de etnia considerada extinta há mais de 20 anos”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Todo o trabalho rendeu o 25 º prêmio Shell para Maria Thaís pela direção e Márcio Medina pelo cenário.

Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan parte das narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado dessa investigação.



Em fevereiro de 2011, a Cia realizou uma pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí Paiter, estabelecendo com eles uma troca cultural que vem se desdobrando em outros projetos.

A partir de 2011, a pesquisa desenvolve-se a partir dos roteiros dramatúrgicos que experimentam os modos de narração, a sonoridade e outros modos de construção verbal. Como a desestruturação da língua portuguesa, quando falada pelos indígenas.

“Recusa” mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e cultura branca.

A Dramaturgia de “Recusa” é assinada por Luis Alberto de Abreu, que também concorreu na categoria melhor autor por “Francesca”, e a direção da peça em sua maioria é da Cia Teatro Balagan.

O espetáculo estreou em 2012 a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

Confira a página de "Recusa"