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Por Rubens Barizon (Texto incrementado)
Da Redação JT


Panorama dos textos que concorrem ao 25º prêmio Shell de Teatro em São Paulo - neste texto: Ana Roxo por "Cabeça de Papelão".

Cia. da Revista iniciou a produção da peça teatral escrita por Ana Roxo há três anos em uma pesquisa incentivada pela Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. O texto rendeu a indicação ao 25º prêmio Shell de melhor autor (SP) que será entregue amanhã, dia 12, na Estação São Paulo, no bairro de Pinheiros, na capital paulista.

“Cabeça de Papelão” colocou num mesmo caldeirão artístico “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny” de Bertolt Brecht, o desfile carnavalesco de Joãozinho Trinta - Ratos e Urubus Larguem Minha Fantasia e os 50 anos da fundação de Brasília.

Após o término do Programa de Fomento ao Teatro, o grupo continuou seu processo de pesquisa, focando sua investigação no tema da cidade ideal e no indivíduo perante a cidade. Chegou, assim, a um autor que acreditamos traduzir perfeitamente “a alma encantadora das ruas”: João do Rio.

O espetáculo, livremente inspirado em O homem da cabeça de papelão de João do Rio narra, por meio de quadros revisteiros, a história de Antenor que, por dizer a verdade verdadeira.
Não há verdade útil, tipo mais comum de verdade que não é aceito em nenhum dos circuitos sociais do País do Sol, local onde vive. Cansado de não se adequar, Antenor decide deixar sua cabeça para conserto no relojoeiro.

Ana Roxo, além do seu trabalho com dramaturgia, desenvolve roteiros na Miração Filmes e tem entre seus principais trabalhos "Gardênia", "Aqui Quase Longe", “A Invenção de Loren" entre outros como atriz e diretora.

 

Fonte Cia. da Revista