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Por Leonardo Serafim, redação Porto Alegre 

Após receber a 55ª Feira do Livro e estar sediando a 7ª Bienal do Mercosul, a capital gaúcha abre suas portas para o 1º Festival Internacional de Dança Mesa Verde, que acontece até o dia 22 de novembro. Em sua primeira edição, o evento recebe 13 grupos dos mais variados estilos de dança. Com uma proposta de apresentar diferentes culturas para os porto-alegrenses, a mostra conta com companhias nacionais e internacionais. Escolas europeias, argentinas, cubanas e, é claro, brasileiras, desfilam seus talentos nos teatros da cidade.

“Muitas vezes, a dança contemporânea visita os festivais de teatro, e, devido ao crescimento dessa arte, torna-se indispensável haver um espaço de troca de experiências sobre ela, valorizando sua disseminação pelo Estado e aproximando as pessoas”, avalia Decio Antunes, idealizador do programa, que adotou o nome Mesa Verde para homenagear a criação do coreógrafo Kurt Jooss, maior expressionista alemão de todos os tempos.

A abertura do Festival ficou por conta do grupo madrilenho Provizional Danza, com o show “Calle 4”, no dia 15, na Usina do Gasômetro. Mesmo com muita chuva e fortes ventos, a companhia não desapontou e levou dezenas de pessoas ao parque. Três bombeiros fizeram parte da apresentação, manuseando os equipamentos para garantir a coreografia dos seis bailarinos espanhóis, que inclui a utilização de mangueiras de água.

O grupo gaúcho “Meme” também foi uma surpresa positiva no Mesa Verde, ao mostrar seu trabalho no dia 19. Utilizando literatura, música, vídeos e artes plásticas na performance, a escola expôs a obra “Acessos”, que nasceu de uma oficina-montagem, ministrada por Paulo Guimarães no projeto Movimentos Incessantes, em 2004, promovido pela Secretaria Municipal da Cultura/Prefeitura de Porto Alegre. A montagem integrou o circuito internacional Ciudades que Danzan, com sede em Barcelona, e que propõe o diálogo da dança com a arquitetura.

Porém, a apresentação mais aguardada pela crítica foi da companhia alemã Sussane Linke, responsável pelo fechamento do evento. Sussane foi considerada uma das melhores bailarinas do mundo nas décadas de 1970 e 1980, dirigindo o famoso Folkwang Studio de Dança. Em sua visita a Porto Alegre, a coreógrafa apresentou o espetáculo “Solo Evening with Solos”.

O Festival, que tem a intenção de tornar-se um encontro bienal, também ofereceu palestras e workshops para os participantes do evento. Aqueles que ainda quiserem conferir o evento contaram com uma programação gratuita (exceto os espetáculos que acontecem no Theatro São Pedro e no CIEE).